Pastor Marcos Batista de Oliveira 1226 visualizações 2012-10-31 10:21:30 unknown

No Séc. XVI, como é sabido, iniciou-se o movimento das chamadas Reformas Protestantes. A bem da verdade, o digamos, os louros desse movimento recaíram com maior peso sobre Lutero, merecidamente, pois ele foi a figura mais proeminente desse levante em protesto as aberrações teológicas e doutrinárias da Igreja Católica. Mas outras grandes ações coroaram a Reforma de vitória. Tais como: o anglicanismo e mesmo o calvinismo. Com suas 95 teses, Lutero foi ferrenho contra a crença, mas principalmente contra a prática romanista, de busca desenfreada pela riqueza e pelo luxo, fazendo disso seu simbolismo de poder e graça. Uma época em que os padres mal sabiam fazer uma reza ou celebrar uma missa. O luteranismo caiu na graça de uma população insatisfeita e subjulgada pelo catolicismo. Mesmo no meio político, totalmente dominado pela Igreja Católica, viu em Lutero um nome para contrapor-se à Roma. E deram a ele total apoio; na esperança de que quebrando o jugo romano, também eles ficassem livres da imposição política papal. Claro, Roma não deixaria isso de graça. E, de pronto, isso forçou que padres; bispos e o próprio papa se refurgiassem em Trento, cidade italiana, em Concílio, para dirimir sobre essas questões; avaliar o quadro e retomar posições. Esse foi o início da chamada Contra-Reforma; assim denominada porque tratava-se de um levante na tentativa de frear ao avanço da Reforma e contrapor-se a ela.

O Concílio de Tentro, além de reafirmar as práticas romanas, deliberou sobre uma nova forma de ação, onde não só confirmava sua tendência politeísta, como lançou mão de outros elementos, tais como a criação do Index Librorium Proibitorium (Índice de Livros Proibidos), cujo objetivo era impedir a propagação de idéias contra a Igreja Católica; a volta do Tribunal do Santo Ofício, que tinha a missão de prender; julgar e executar quem propagasse tais idéias; e, uma ação 'evangelizadora', através dos padres jesuítas, com o objetivo de camuflar as demais ações e buscar atrair as grandes massas a uma nova aderência aos cultos romanos. Com isso, as perseguições se estabeleceram por todos os cantos. Guerras foram induzidas de forma sorrateira pela Igreja Católica, em verdadeiro massacre às minorias religiosas, numa tentativa de sufocar o protestantismo. Esqueceram-se que, como na igreja primitiva, o "sangue dos mártires, foram e são a sementeira da igreja". Poderíamos citar a Noite de São Bartolomeu, na França, ou mesmo a Guerra dos Trina Anos. O que perderam aqueles milhares de irmãos que morreram nesse tempo? A Bíblia assegura: "Bem aventurado sois vós quando mentindo, lançarem todo mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, pois assim perseguiram os profetas que foram antes de vós e grande será vosso galardão nos Céus". Hoje, a igreja romana sente-se uma vez mais, digamos, incomodada com o avanço do povo de Deus pelo mundo afora. Principalmente em Países que como o Brasil, tem assinalado o grande crescimento evangélico. Não fizeram ainda nenhum Concílio especial como tantos outros, mas há toda uma articulação para descaracterizar e buscar frear o avanço evangélico. Assim como na Contra-Reforma, novas estratégias são tomadas. Os meios são outros, mas a intenção e a motivação são as mesmas. Campanhas difamatórias, que bem tem o dedo de lá; perseguição por meio político, onde acordos são fechados sob a escuridão, onde fica assinalado todo tipo de impedimento ao avanço evangélico; estratégias de marketing; retomada de missas em forma de culto, onde os padres não cuidam mais de tomar tempo com outras temáticas, mas simulam pregações; levam o povo a cantar os mesmos cânticos que nós; promovem movimentos jovens; com casais; cura de enfermos e outras práticas mais para que nessa nova configuração diversificada se crie um ambiente para todos os gostos, numa simulação de que se aqui 'é' como lá, por que sair daqui? Só que se esquecem de uma coisa: ainda hoje, quanto mais se oporem; quanto mais se mexerem e essa busca não for fruto de uma conversão genuína a Deus, quebrando todo politeísmo e cultuando somente a Deus, tudo que fizerem, assim como nos ídos da Reforma, só liberará a ação de Deus e do Espírito Santo a favor daqueles que buscam, verdadeiramente, servir a Jesus.  Que o dia de hoje nos sirva também de reflexão.Se não estamos precisando de uma nova "Reforma", não contra o romanismo ou quem quer que seja, mas contra nós mesmos. Os valores que tem permeado a muitos arraiais, ditos 'evangélicos', onde a busca pelo que realmente importa tem sido relegada em subsituição ao luxo e à riqueza como símbolos de autoridade e graça. Como se fora represntativos da aprovação e bênção divinas. Que Deus nos ajude!!!

Sobre o autor

Pastor Marcos Batista de Oliveira

Presidente da CGIE