Pastor Marcos Batista de Oliveira 1644 visualizações 2013-01-11 09:13:00 unknown

Diletos usuários do programa IGREJAS e senhores pastores das igrejas locais. Tem chamado nossa atenção o acompanhamento da evolução de membresia das igrejas locais. Principalmente na relação Recepção X Exclusão. Não é natural que, em tão pouco tempo do pós Concílio, as igrejas locais em sua totalidade já demonstre uma baixa tão considerável em seu Rol Atual. Vejam o demonstrativo abaixo que nos servirá de base para algumas considerações:

1- Podemos avaliar que considerando o fechamento do Rol 2012, em 31 de outubro - encerrando o ano eclesiástico, o número de recebidos está compatível; uma vez que tenha havido batismos. O número de recebimento por adesão é que foi um pouco acima da média. No entanto, há registro de membros por cadastramento. O que não é um modo correto de recepção de membros; uma vez que a classificação CADASTRAMENTO só se usa para registros de visitantes; crianças e congregados. Assim, quando por exemplo se registra alguém na FORMA DE RECEPÇÃO como CADASTRAMENTO  e em SITUAÇÃO se registro MEMBRO ATIVO, o sistema passa a considerar que essa pessoa é um membro da igreja. Assim, solicitamos que se verifique a classificação correta para esses registros de cadastramentos.

2- O que mais nos preocupa é o número de exclusão em razão do recebimento. Não é possível que em um trimestre se receba 1.142 membros e se exclua 1.483. Se não for feito algo, o que nos ocorrerá ao final do ano eclesiástico - que vai de 01 de novembro de um ano a 31 de outubro do ano seguinte? Simplesmente receberemos 3.426 e excluiremos 4.449. Isso significará um déficit de 1.023 membros no Rol Geral. 

3- Por outro lado, o que mais poderá estar ocorrendo? Vamos considerar ponto a ponto das exclusões:

          a- EXCLUSÃO INDEFINIDO: significa que o membro foi excluído mas não definido segundo o modo estabelecido no sistema, sua exclusão

           b-  EXCLUSÃO POR ABANDONO: o que caracteriza esse tipo de exclusão? Inclusive a maior fatia das exclusões estão aqui.  Concordem ou não com isso, só encontro 2 justificativas para esse modo de exclusão: ou o membro desviou-se; sumiu sem deixar notícias (só nos casos de ter-se mudado sem deixar rastro) ou insatisfação absoluta com a igreja local. Sim, pois os demais casos tem previsibilidade no sistema.

          c- PEDIDO: por motivo de mudanças de localidade ou simplesmente por desejar congregar em outra denominação irmã.

3- A última hipótese que quero considerar, depois de longos anos nesse serviço à Igreja, desde o ano 2.000, lastimo dizer que existem aqueles que por receio de chegar ao Concílio com número de membros defasados em relação ao ano anterior, não processam as baixas reais. Daí, retornando para a mesma igreja no pós concílio, imediatamente acertam o Rol considerando que terão um ano à frente para cobrir o déficit. Isso não é uma boa atitude, mas então, que se apresse em ganhar muitos outros para cobrir essas perdas.

Finalizando, tudo isso deve nos despertar para uma avaliação mais efetiva do nosso ministério pessoal e dos líderes das igrejas locais e suas estruturas funcionais. Verificar se a estrutura eclesiológica está precisando de uma nova roupagem ou que ponto precisa de uma reengenharia, para se obter qualidade e excelência. A "nova roupagem" a que me refiro é um novo revestimento do poder de Deus; um reavivamento espiritual em nossas vidas e renovação da liturgia dos nossos cultos, de modo que sejam fervorosos e produzam mais vida no coração do povo. Que em nossos púlpidos tenhamos homens e mulheres inflamados no poder do Espírito Santo e que os crentes sejam apaixonados pelas almas.

Que Deus nos abençoe!!!

    

Sobre o autor

Pastor Marcos Batista de Oliveira

Presidente da CGIE